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Cultura Data Driven: Por que a sua empresa deve tomar decisões baseadas em dados?

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Seja através de talentos ou com o uso de ferramentas, grandes empresas têm focado os seus esforços para estruturar uma cultura data driven nas suas rotinas. Por que tomar decisões apenas com base na observação quando é possível analisar uma infinidade de dados que geram informações muito relevantes sobre a sua organização?

O avanço da tecnologia permitiu que todos os dados gerados por uma empresa sejam armazenados e analisados para criar informações úteis na tomada de decisão do gestor. A limitação humana em relação ao volume de dados e a velocidade de processamento ficou para trás com a migração dos processos internos para o mundo digital – afinal, um computador possui uma ótima capacidade de lidar com esses dados.

Tecnologia, pessoas e processos estão presentes fortemente no desenvolvimento de uma cultura data driven – que se refere à decisão baseada muito mais em dados do que na intuição ou em experiências do passado. As empresas brasileiras que conseguem se atualizar às novas tendências saem na frente das demais no mercado.

Ao longo deste artigo entenderemos melhor a importância da cultura data driven e por que a sua empresa deve tomar decisões baseadas em dados. Confira!

 

1. Cultura Data Driven: o que um CEO precisa saber?

Compreender o crescimento da cultura data driven não é uma tarefa muito complicada. Nos últimos anos, tornou-se mais barato e mais simples lidar com grandes quantidades de dados e extrair informações úteis para a empresa — permitindo que as empresas consigam emplacar grandes saltos no seu desempenho.

Imagine que você tenha um e-commerce de artigo de informática e esteja na busca constante de potencializar os resultados. Com base nos dados coletados, é possível descobrir muitas informações que podem ajudá-lo em maximizar as vendas: produtos mais acessados pelos visitantes, principais fontes de origem de tráfego, melhor layout para gerar uma boa experiência ao consumidor, eficiência das ações de publicidade online, entre diversas outras.

Em vez de basear-se exclusivamente na observação para tentar compreender quais são os produtos que mais atraem os consumidores, você tem dados que conseguem levar a essa informação de forma mais simples e mais precisa — seja através do número de acesso na página de cada produto, número de produtos vendidos no período ou menções aos produtos nas mídias sociais. Toda essa análise faz parte da cultura data driven.

Mais importante ainda do que entender como essa cultura pode gerar vantagens é compreender como a análise dos dados é o futuro das empresas. Estima-se que, até o ano de 2020, o universo digital crescerá para acomodar 44 trilhões de gigabytes de dados — resultado de um volume de dados que mais que dobra a cada dois anos.

 

2. Os 3 elementos essenciais de uma cultura dirigida por dados

Para garantir que uma cultura data driven alcance resultados satisfatórios, existem 3 elementos essenciais que devem ser observados. Veja quais são eles:

  • Promover a democratização dos dados
    O primeiro passo na aplicação de uma cultura data driven é democratizar seus dados, tornando-os prontamente disponíveis, compreensíveis e transparentes em toda a organização. Afinal, todos os funcionários precisam estar engajados nessa orientação por dados.
  • Garantir a Qualidade dos Dados
    Você não pode ter uma cultura orientada por dados se seus dados não forem consistentes, precisos e confiáveis. Portanto, garantir a qualidade dos dados é fundamental para alcançar os resultados esperados.
  • Governança de Dados
    Qualquer organização que se esforça para ser orientada por dados deve começar com uma base de governança de dados. A empresa precisa criar um fluxo de dados e educar os colaboradores para que essas informações sejam tratadas corretamente. Esse processo inclui o estabelecimento de políticas e processos em torno dos ativos de dados — bem como propriedade e responsabilidade.

 

3. Por que as organizações estão cada vez mais “data driven”?

Depois de entendermos melhor todas as vantagens de trabalhar com uma orientação por dados, não é muito difícil compreender por quais razões as organizações estão cada vez mais “data driven”, não é? Todas as vantagens competitivas devem ser aproveitadas ao máximo para potencializar os resultados.

Porém, existe um outro fator que deve ser considerado para compreender essa forte tendência: lidar com dados está cada vez mais fácil e com custos menores. Todas as ferramentas digitais e informações que estão à disposição tornam mais viável a aplicação de uma cultura data driven.

 

4. Os exemplos da Itaú e Netflix

Visualizar o papel de uma cultura data driven se torna mais fácil quando analisamos exemplos reais de empresas que obtiveram sucesso com base na análise de dados, certo? Separamos dois ótimos exemplos para você: Itaú e Netflix.

O banco Itaú promove um projeto chamado Batalha de Dados — que é um desafio que reúne vários talentos para desenvolver soluções inovadoras com o uso de dados. Entre os processos internos que já foram melhorados com base no uso dos dados estão o entendimento do contexto do cliente para melhorar a comunicação e a extração de informações sobre como fazer a melhor oferta do programa de fidelidade dos seus cartões de crédito.

A Batalha de Dados do Itaú é um hackathon de dados com duração de 30 horas. A proposta do evento é reunir profissionais que acreditam que dados e analytics podem resolver problemas sociais relevantes. Para alcançar essa finalidade, a Batalha de Dados reúne diversos apoiadores — como a Oncase, que patrocina e participa do evento com a mentoria dos participantes.

Já a Netflix consegue ilustrar perfeitamente como uma empresa orientada por dados consegue fazer sucesso e gerar engajamento. Muito mais do que uma empresa de séries e filmes, a Netflix é uma empresa de dados. É através da análise dos dados que são criados roteiros, personagens, trailers, artes visuais e indicações personalizadas para o público.

 

5. Intuição e experiência não contam mais?

Após estudar todos os resultados que podem ser obtidos com uma cultura data driven, muitos empreendedores chegam a um mesmo questionamento: a intuição e a experiência não contam mais no momento de gerenciar uma empresa?

O grande desafio na gestão empresarial passa a ser integrar todos esses fatores na gestão: dados, intuição e experiência. Em muitos casos, apenas uma análise dos dados consegue mostrar o melhor caminho, porém, ainda existem várias situações que requerem intuição e experiência na decisão final.

 

6. Dicas para aplicar uma cultura data driven na sua empresa

A empresa NGData reuniu diversos especialistas em cultura data driven para dar dicas de aplicação dessa cultura em uma organização. Separamos as principais dessas recomendações dos profissionais:

  • Meça tudo o que pode ser quantificado — mesmo que você ainda não consiga analisar esses dados com precisão;

  • Guarde os dados mesmo que nenhum uso conhecido exista atualmente;

  • Compreenda que: sem dados, você é simplesmente outra pessoa com uma opinião;

  • Os dados devem ser usados em toda pesquisa que define o tom da sua empresa;

  • Não tome qualquer decisão sem uma boa pesquisa baseada em dados;

  • Certifique-se de que você consegue entender e conectar seus dados — integrando informações de toda a organização;

  • Crie etapas para que todos saibam o que podem fazer individualmente para melhorar o trabalho com os dados;

  • Seja paciente para aplicar uma mudança na cultura da empresa. As pessoas precisam compreender como o uso de dados é benéfico para elas e para a empresa.

 

O sucesso da sua empresa está nos dados!

Uma empresa que toma decisões baseada em dados possui condições de extrair informações muito úteis para alcançar novos patamares no mercado – conseguindo aumentar a sua eficiência na abordagem ao cliente e otimizar rotinas internas. O sucesso da sua empresa passa pela implementação de uma cultura data driven eficiente.

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